Mozão, quando me conheceu fez questão de numa folga antes de nos mudarmos da casa da minha sogra, fomos em santo andré no atelier do Eduardo um grande amigo dele de longa data que claro seria meu grande amigo também. Mozão estava ansioso para chegar na casa do eduardo e do sidney seu companheiro, eu estava inseguro como sempre preocupado o que eles iriam achar de mim ou das piores hipoteses falar que eu não era a pessoa certa para ele.
Quando chegamos no atelier fiquei surpreso por já ter passado ali várias vezes e nunca ter visto o dono do atelier, na verdade achava uma casa linda e nem imaginava que era um atelier. Quando entramos, eu logo atrás do mozão sendo escondido pelo seu volume corporal, esperando ser apresentado a eles... Mozão disse ele que queria me mostrar uma coisa e eduardo ainda não me tinha visto atrás do mozão, quando ele me viu ficou surpreso achando que o canova tinha me adotado como filho, mozão riu e disse:
- Eduardo, Júlio, esse é meu marido!
Eduardo ficou bege e com as pernas mole não acreditando no que ouviu e disse:
- O quê? seu marido, você disse que nem se achava gay!
Mozão fez uma cara de é eu estava enganado e emendou:
- ele mostrou o que eu realmente sempre fui e não aceitava.
Eu fiquei ali parado no meio da sala sem saber o que fazer e não sabia se gritava ou saia correndo, eduaro olhou eu de cima a baixo sem acreditar no que via, eu já via nos seus olhos assim: Esse muleque deve ser menor de idade, o canova está louco, ele vai ser preso.
Eduardo levou a gente para cozinha para bebermos água e fomos seguindo ele , eu sempre no fim da fila sendo conduzido por ambos, eduardo chamou mozão de canto e falou com ele, eu como sempre com antena de radar disse da cozinha e eles na sala.
- Eu tenho 21 anos e outubro completo 22 anos, só tenho cara de garoto de 16 anos.
Mozão riu e disse:
- Você é fogo mozão como ouviu ele falar baixinho daqui!
- Não sou burro mozão e meu pai me ensinou a ler os olhos e saber o que a pessoa sente ou fala de mim!
Eles voltam e eduardo quer conferir o mateiral e tiro a camiseta para ele ver se tudo que ele via era real, mozão fez sim com a cabeça dizendo que estava tudo bem. Depois do check'list fomos para sala novamente para bater papo. Sabia que seria mais um interrogatório e já via que o nivel de amigos do mozão era de alto nivel e teria que usar tudo que sabia de etiqueta e educação para ser aprovado no grupo dele.
Contamos como nos conhecemos e como nossos corações se uniram e que já estavamos morando juntos, enquanto falamos tudo isso ao eduardo que estava bege no sofá eu estava abraçado com mozão e depois eu fui para outro sofá para ficar admirando ele deitado no sofá. Nisso pude saber um pouco mais sobre o mozão e ficar com mais medo de seguir ao seu lado, porque viver ao lado de um super genio que rodou o mundo todo e eu nem sai do meu bairro por vários motivos e principalmente grana... Mozão via isso e tentava me tranquilizar, dai comecei a falar um pouco da minha vida sem nada de grandioso para contar e mais de um sobrevivente ao vietinã ou algo do tipo, falei mais do meu curso de informatica e de uma pintora chamada Ana Flaquer, estava falando sobre seus quadros e como ela era uma grande pintora. Enquanto eu fala a campainha tocou e eduardo foi atender e mozão olhou tentando me tranquilizar.
Bem, assim que o eduardo abriu a porta só ouvi uma gritaria e uma festa com uma moça baixa da altura da minha mãe e sendo beijado pelo eduaro como no filme o vento levou, eu tive que me virar para ver tudo isso por estar de costa para a porta, assim que ele se recompos ela viu mozão e saiu correndo dizendo:
- CAAANOOOOVAAAAAAAA! Quanto tempo não nos vemos?
Mozão responde:
- É mesmo, fazia tempo que não tevia desde que você foi para frança!
Quando eu ouvi isso meu queijo caiu, pensando caralhoooo ela foi para frança e ficou 3 meses lá, putz que demais. Enquanto eu estava viajando nos meus pensamentos mozão me traz de volta a realidade e diz:
- Mozão, Ana Flaquer, Aninha, Júlio meu marido!
Demorou um pouco para cair a ficha do Ana Flaquer, antes de abraçar ela eu entendi que era a pintora que tinha feito um trabalho na escola e meu queixo veio a baixo, mozão riu e disse:
- É ela mesmo mozão Ana Flaquer que estava falando agora pouco.
Aninha ficou surpresa por eu conhecer o trabalho dela já que só o pessoal da elite conhece suas obras e como eu era da periferia nem era para eu conhecer ela, foi uma surpresa para ambos.
Batemos um bom papo e novamente contamos como tudo acontece e ela disse :
- Julinho, você tem sorte de casar com o Canova ele é um homem especial, faça ele muito feliz.
- Farei sim, darei meu melhor!
Comemos e nos divertimo nesse dia maravilhoso e também pude conhecer o sidney, um negão alto jogador de volei e muito sério, mas divertido e topos me contarão história deles com alegria e diversão, eu não demonstrava minha cara de pânico por ter em mão um cara rico em tudo e que teve muita grana em mãos. O que eu não sabia que o importante não era o dinheiro que eles tem ou mozão teve na época da telefonica, mas que saber aproveitar a famosa vacas gordas com quem ama e amigos de verdade é que realmente vale apena na vida, eu ainda iria andar muito para aprender isso e ali começava minha jornada ao lado do mozão...
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