quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

CMT Campos - Indo para Diadema

  Meu querido Comandante Campos era terrível como seu irmão Canova (Mozão) o engraçado que eles não eram irmãos de sangue mais sim de coração e por incrível que pareça  eles eram muito parecidos, claro além de serem gordos e carecas e mozão sendo mais algo que o Campos.
  Numa sexta-Feira  campolino veio em casa almoçar com a gente como de costume e isso era digamos que comum e na mesa sentávamos nessa ordem partindo da esquerda do Mozão: Mozão, Batyan, Dulcir, Campolino e Eu. Era bem divertido ver eles reunidos mas ao mesmo tempo me assustava por ser o único jovem entre eles e até fiz uma piadinha de mal gosto.
  - Nossa, até parece um clinica de repouso e eu sendo o enfermeiro da turma.
  Mozão riu com um som de advertência de não foi legal e meu sorriso murchou na hora, mas almoçamos alegremente como sempre vendo jornal e depois o chaves. Campolino estava combinando com o mozão de irmos em sua casa para trocar a lente de sua câmera digital que o Rafael (Mão leve) quebrou eu seu pequeno delito que descobrimos em tempo de te-lá de volta. 
  Os dois logo depois do almoço foram dar um cochilo como de costume e eu fiquei vendo os dois dormindo e admirando esses dois homens especiais em minha vida por mais engraçado que fosse e os dois me dando a maior preocupação amava-os  incondicionalmente e brincava com os 2 enquanto eles dormiam com o campolino eu sempre colocava um cachorrinho de pelúcia ao seu lado, eles sempre acordava com ele abraçado; mozão eu já sempre fazia carinho em seu rosto e ficava falando bem baixinho em seu ouvido o tanto que o amava, ele sempre respondia e me abraçava a dúlcir ficava vendo na espreita e ficava admirada com o que fazia.
  Depois da soneca tirada e ver minhas peraltices eles riam e se preparam para a partida até o combinado nos despedimos da Batyan que chorava de felicidade por ter a gente para cuidar dela e fazer seu dia feliz a cada dia mesmo que não era do jeito que ela gostaria mas isso é outra história que irei contar mais para frente. Entramos no carro e seguimos para diadema.
  Camplino e Mozão já tinham todo um ritual de viagem com canções, piadas e tiques nervosos isso digo dos 2 e sem contar as brigar de irmãos que eles tinham, mas sempre voltavam com harmonia; eu como era um novo integrante que viajava no banco de trás já sabia todo script deles ria e sempre pedia as que eles mais gostavam. O que mais gostava que eles vaziam quando estávamos rodando , com as perdidas doida de campolino era assim: Mozão e campolino ficavam localizando alguém andando na calçada detraído, logo que o alvo era avistado o código passado campolino vinha com sua caravan em silêncio total, mozão baixava bem o vidro da caravan e tirava o óculos (ele passou a tirar o óculos por uma vez ter caído na rua e quebrado) chegavam perto da vítima e mozão dava seu berro super estrondoso e lá vai a vítima pulando com as pernas para o alto com a mão no peito e berrando como um doido varrido; nisso campolino engata e sai no pau com a caravan com ambos rindo da peraltice feita pareciam duas crianças maquiavélicas aterrizando nas ruas.
  Mozão estava com o mapa que o campos imprimiu do google mapa e tenho certeza que ele escolheu a pior rota para chegar no destino que era a fábrica da clone para trocar a lenta da câmera digital do campolino. O caminho seguido até o começo de diadema estava tranquilo com ambos rindo como de costume mas isso logo iria mudar quando chega-se  onde tinham que se orientar com o mapa que o campolino tinha imprimido. O clima começou a mudar sutilmente quando mozão disse assim:
  - Campos!, vai devagar agora para eu me localizar e dar as coordenadas para chegarmos a fábrica!
  Campos: - Tá bom canova, irei de vagar.
  Bem isso era a resposta automática do campolino. Chegamos num cruzamento e mozão falou:
  - Campos, espere um minuto!
  - Tá bom.
  Mozão olhou o mapa, olhou a placa da rua olhou o novamente e disse:
  - Campos, vire a direita!
  - Tá bom Canova!
  O campolino sempre confundia direita com esquerda e só sabe a diferença bombordo estibordo e com isso o campolino virou a esquerda e já viu a merda que deu; mozão ficou bruto ele. Campolino ficou nervoso e o avião caravan ficou a ver navios rodando em círculos, subimos ruas, descemos ruas e voltamo no mesmo lugar, mozão já nervoso e tocou o celular para ele tomar seu remédios. Paramos uma esquina a frente e pedimos uma orientação e o homem disse assim:
  - Ah! essa rua é aqui atrás segue reto e vire a direita e depois a direita novamente.
  O homem foi embora e ambos se olharam rindo por ficarmos meia hora andando em círculos e a rua logo do lado. Chegamos na fábrica nos identificamos e entramos.
  Fomos bem recebido pela secretária que pediu para sentarmos e aguarda oferecendo água e café e lógico que os mamutes tomaram uma jarra enquanto eu tomava um copo. Enfim, o vendedor veio nos atender e o campos explicou o que precisava e rapaz viu o problema e disse que tinha concerto. Mozão aproveitou a deixa e sacou nossa câmera digital samsung e pediu para o rapaz ver se tinha o cabo da câmera que "EU" quebrei ele sempre usava essa desculpa; claro que o vendedor me olhou de cima em baixo pensando que moleque retardado, não sabe que isso é caro!
  - Vou ver senhores e já volto.
  Ele entrou na sala e ficou lá por cerca de 40 minutos enquanto ficamos conversando e lógico que não deixei barato.
  - Eu quebrei o cabo? porque sempre eu?
  - Porque mozão, você sempre quebra as coisas em casa e você sempre é o culpado de tudo em casa!
  o Campolino riu e fez positivo para ele e eu já mordi a língua de nervoso nisso mozão me pegou pelos braços colocando em seus braços me beijando dizendo:
  - te amo mozão!
   Com aquelas palavras e seu sorriso não tinha como vencer isso e campolino sempre emendava:
  - Ah, eu só fico olhando?
  mozão: -Sim, logo você terá o seu amor!
  Enquanto falamos sobre isso o rapaz voltou com a câmera do campos arrumada dizendo que custava R$50,00 Reais o concerto da lente e virou para o mozão dizendo:
  - Olha eu achei um chip compatível para  sua câmera e ainda um cabo que irá funcionar nela.
  Mozão abriu um sorriso e deu uma piscadela para mim e disse para ele:
  - Legal, muito obrigado por ter achado tudo isso para nós. Quanto custa tudo isso?
  - Nada, pra você é na faixa!
  Mozão abriu um super sorriso e agradeceu pela gentiliza e claro que o campolino ficou fulo por ter gasto R$ 50,00 com a lente, ter trazido nós como companhia e ainda ter ganhado tudo isso de graça. 
  Depois que saímos da fábrica com tudo aquilo com o mozão feliz e radiante como sempre e vendo o campolino resmungando fiquei muito feliz por estar ali com eles participando de tudo isso e vendo as coisas com outros olhos, sabendo que cada vez amando eles  muito e dizendo a mim mesmo:
  - Amo eles e preciso cuidar deles, eles merecem isso.
  Voltamos para casa rindo... eu ficava observando cada detalhes deles e da paisagem a fora nem acreditando que tudo isso era meu minha família a melhor que poderia ter em todos esse momento.

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