quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Fevereiro 2011 - Apostilas

  Fevereiro parecia começar tranquilo e só a grana para passagens, contas e alimentação seriam meu maiores problemas hahahahaha, nada eu nem fazia ideia que o grande desafio surgiria logo que abro meu e-mail da unip e era assim:
  - Júlio, segue o diagrama das apostilas a serem feitas em braille. Não pode pegar as apostilas feita pelo Canova. Taboão.
  Gelei quando li e fui na mesa dele tirar as dúvidas ou melhor tentar reimprimir as apostila feita pelo mozão e não! isso mesmo tinha que pegar e fazer tudo novamente. Nessa hora percebi que o verdadeiro teste começava agora e travo, claro que auto-estima foi no pé e tive que ser forte para reerguer ela deu trabalho para isso. Logo que voltei a si comecei a ver como o mozão era bom no que fazia e era apostila pra caramba fora as descrições de imagem que tinha que fazer e quando achei que estava com a situação sobre controle recebe um toque no ombro direito e quando olho era o tabão me dizendo:
  - Júlio, você tem que fazer esse bimestre e outro que acabei de enviar a você por e-mail e tem que entregar tudo semana que vem.
  Fiz um sim que significava um tudo bem, mas não estava tudo bem porque sabia que dependia mais da impressora do que de mim e lamentar a eles não resolveria em nada.

  Na segunda semana já tinha terminado de entregar o 1°Bimestre e ainda tinha o segundo bimestre e tinha que corre para dar conta do cronograma; cheguei até levar serviço para casa para não deixar os alunos na mão e, comentei com o Brunão que fiz isso ele foi tão natural assim:
  - Você é trouxa, eu não ganho para trabalhar em casa e não é problema meu se o serviço chegou atrasado.
  Fiquei de boca aberta por não esperar isso do brunão já que ele tem cara de bebê e fiquei pensando sobre o que ele disse, foi difícil de que tecnicamente ele estava certo e que infelizmente temos que pensar um pouco em nós, mas mesmo assim fiz as apostila em casa 2x só para não deixar os meus alunos na mão. Tudo era difícil por estar em pedaços e confesso que o brunão mexia comigo de tal forma que dava vontade de abraça-lo pedindo refugio para essa solidão ir embora, sabia que isso tinha que superar sozinho e não teria ninguém ao meu lado para amenizar essa dor.

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