Engraçado como são as coisas em nossa vida; moro aqui em São Paulo desde que me conheço por gente e nunca fui no Museu do Ipiranga no maior fato histórico do Brasil. Pois bem, desde que o Flavinho entrou em minha vida ele fez uma reviravolta do tamanho de 10.10 na escala Richter, isso inclui mudanças desde o visual, casa e o que possa imaginar. Ele estava entediado de ficar três dias em casa enquanto eu estava indo para faculdade e pro trabalho deixando sozinho em casa apenas com os bebês, pc e vídeo game; nem ao menos tínhamos saído para um lugar diferente desde sua última vinda em casa e pelo tempo chuvoso isso contribuiu muito. Enfim, véspera de feriado chegando e ele me perguntou se iria faltar do trampo para podermos ficar um dia só nosso já que a previsão do tempo dizia que iria fazer calor e sem chuva o dia todo. Prometi uma surpresa para ele quando chegasse em casa e falaria onde iríamos.
Chegando em casa ele tinha feito uma janta maravilhosa de deixar qualquer chefe de cozinha renomado com uma inveja lascada de suas iguarias. Jantamos e disse que iríamos ao Museu do Ipiranga onde foi proclamado o grito do Ipiranga. Sei que ele não me disse que sabia disso mas tenho que certeza que por dentro ele disse assim:
- O abestado ta me chamando de burro? Ou sou parente seu?
Ele sorriu e disse que adorou a surpresa.
No dia seguinte acordamos cedo fizemos tudo que tinha que fazer com todo direito nos vestimos e confirmei com meu pai o ônibus que passava em frente ao museu. Fechamos a casa e fomos embora.
Uma hora depois estávamos no museu e o Mor estava quase se mijando pela volta que demos dentro do transporte. Isso não impediu de logo na entrada batermos algumas fotos para nosso álbum e dava pra ver seu deslumbramento de estar conhecendo a história do nosso país.
Andamos por quarenta minutos e depois fomos nos aliviar para poder aproveitar nosso passeio e curti nosso dia de folga na véspera de feriado.
Aliviados começamos nossa seção de fotos por volta do museu e do parque. Andamos muito e demos uma pausa para um pequeno lanche antes de entrar no museu e já sabíamos que nada de foto lá dentro. Ao entrarmos no museu o queixo veio no chão por tanta belezura e viver um pouco daquela época. Era muita coisa pra ver em tanto pouco tempo e haja fôlego pra andar tudo aquilo.
Uma coisa que impressionou nós dois foram as vídeo aula sobre os quadros e como eles foram feitos e o que retratava na época.
Foi um dia maravilhoso na companhia do Mor e nos divertimos muito e chegamos ficar sentados abraçados curtindo a vista deslumbrante do museu no entardecer.
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